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Chamada á oração
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Consulta em Lyon

O pr César de Valência abriu a reunião com uma orientação quanto aos assuntos que seriam tratados e abordados.

Os participantes são: Ary Scates, Danilo e Mônica Figueira, César e Fátima Dias, José e Rosângela Caixeta, Charrier Bernardes, Sílvio Ferreira e Todd Scates.

O primeiro momento foi um tempo de oração juntos, onde buscamos uma clara orientação do Espírito quanto ao futuro e os próximos passos a serem dados. Clamamos a uma só voz e declaramos a dependência do Espírito Santo. Buscamos a palavra profética da parte de Deus em oração.

Dois tempos de ministração foram programados. O Danilo e o Charrier trarão estas palavras. Um assunto será o papel da igreja que exerce cobertura, e outro o missionário que está no campo. Pela manhã os pontos a serem tratados são: Relatório resumido de todos os missionários presentes. Três estão presentes e Marcio que devido à adaptação e momento pessoal foi liberado. Será repassado o momento e não a história da localidade. Falaremos sobre os projetos missionários da igreja do Brasil, iniciativas, preparações e tudo mais. Desafios para os que estão no campo e desafios por parte da igreja que envia, do ministério que está por trás. Ganhar uma consciência de ambos os lados.

Relatórios:

Charrier

O ano passado começamos a viver um tempo novo de muitas tempestades e dificuldades. Estávamos perto e trabalhando com a Judy (escola de inglês). Não foi bom e causou dificuldades. Tínhamos dependências um do outro. Passamos por momentos complicados em termos de vidas, pecados,... Todos sentem e são afetados. A graça conduz a algo mais em Deus. Há uma capacitação da parte de Deus. No mês de agosto ou setembro tínhamos ciência de mudanças. Mudamos de lugar físico e foi um desafio enorme. O valor de aluguel do local, o recomeçar e tudo mais, é sempre muito complicado. Deus miraculosamente abriu as portas de um lugar. Foi uma provisão de local e financeira. Tínhamos uma palavra para permanecer naquela parte da cidade. O local é comercial e tremendo. Achamos o local, mas não o dono. O irmão do dono estava num dos shoppings indianos. Charrier falou com ele, oraram a Deus e ele abriu as portas para hoje estarem naquele local. É muito melhor, mais arrumado e... que o anterior. Isto trouxe um ânimo novo na vida dos irmãos, ou seja, possibilidades novas. É um local onde podemos fazer o que queremos e assim por diante. Não há mais o transtorno de partilhar o local com a escola. O aspecto financeiro era outro desafio. Seis meses de aluguel era o pedido de depósito. No final ficou acertado quatro meses. Pagamos e entramos no prédio. Algumas coisas foram arrumadas e colocadas no lugar. Houve a inauguração e Jose, César e Ary estavam presentes. Era um tempo de reestruturação e para colocar as coisas no lugar. As coisas estão mais consolidadas. Em termos de evangelização, Paulo Ruben compartilhou sobre as células de aliança. O autor do livro passou por Londres e nos encontramos em Uberlândia na consulta. Adicionamos o mesmo às campanhas que já fazíamos. Houve as adaptações necessárias para aplicar em Londres. O material foi traduzido para inglês. A célula de aliança nos ajudou a entrar em evangelismo e não ficar em comunhão somente. Há testemunhos do que Deus tem feito. Dois casos foram relatados. Um testemunho mais de evangelismo e o outro de renovação no Espírito Santo e que como fruto, gerou evangelismo. O Charrier fez uma célula de aliança com os convertidos a título de ser modelo e alguns entraram mesmo em petições diante de Deus. Já há respostas de oração que são claramente milagres. Isto traz renovo para os irmãos, consolidando assim algumas coisas que precisavam ser encaixadas.

A família está bem com duas filhas no Brasil. Os filhos têm como língua básica o inglês pelos estudos na Inglaterra. O tempo da entrada na Faculdade chegou e por não serem ingleses só podiam fazer o básico, não tendo assim condições de passar e ir para as faculdades boas em termos de pessoa, qualidade. Não teria escolha de curso e teriam que sair de casa e todas são particulares. Houve também limitações financeiras. Ester estudou no Brasil e depois voltou e tendo um namorado inglês ajudou. Estão tentando uma liberação financeira. A Lídia ficou no Brasil e termina este ano o curso de arquitetura. Tem grandes possibilidades de trabalhar na Inglaterra. A caçula está fazendo publicidade e jornalismo no Brasil. As faculdades aceitam, após um ano de estudos no Brasil, a entrada na faculdade inglesa. Lucas não está no Senhor e está em casa aguardando um novo tempo. O incentivo é para ele trabalhar na área de computação gráfica e tudo mais. Até o final do ano a família será resumida em Londres.

Nos últimos oito anos sobrevivemos por nós mesmos. Uberlândia começou a ajudar com mil libras para o aluguel. Os dízimos vêm dos irmãos, mas em termos de fidelidade nas ofertas não acontece. As finanças são curtas por não ter pessoas de grande expressão financeira. Charrier sente falta de tempo para dedicar a igreja tanto quanto na área profissional. A Luna trabalha tempo parcial.

José e Rosângela

Estamos aqui para falar de desafios, coisas positivas, alegrias e dor. Todos nós passamos por isso. Agradecemos ao Senhor pelo que ele já tem feito. A implantação da igreja já passou. Temos uma igreja com pessoas locais e a igreja de Uberlândia nos cobrindo e apoiando. O fato da igreja de Uberlândia e as demais aceitarem o desafio da visão celular nos ajudou e muito. Estamos formando a segunda geração de lideres. Consideramos estes mais filhos, pois da primeira geração houve perdas, mas também restaram alguns verdadeiros filhos. Quando o grupo é pequeno a igreja sente muito. Toca desde ministérios a finanças. Como Deus enviou alguns para apoiar, ele também leva. Tivemos isto muito no ano passado. A Rosângela sentiu mais e está aprendendo a desligar e lidar com isso. Temos casais em Barcelona, Newcastle,... , mas não foram pessoas enviadas. Exige maturidade, pois não tinham para fazê-lo. Faltou tempo ou construção de alicerces e não puderam assumir este chamado. Isto traz frustração. Não podemos ser igreja mãe para cobri-los e acompanhá-los. Como igreja, ainda não podemos ajudá-los, por falta de fé deles, por falta de finanças e outros mais. É tempo de firmar bem as estacas. Não tivemos dificuldades na família, mas de local, acidente, visto, pessoas e outros mais. Não estamos conformados, mas somos gratos ao Senhor pelo que tem nos dado. O maior desafio é firmar esta geração. As filhas estão compromissadas com a igreja local e estão felizes na escola. Tem crescido. São bênção neste sentido. Estamos firmando e colocando desafios de finanças para a igreja. Houve muita perda no ano passado. Ministramos neste sentido e a igreja está correspondendo e assumindo seu papel. Temos o desafio do renovo de nossos vistos para mais 10 anos e talvez pedir a cidadania. Há o aspecto de um novo local para daqui dois anos. Louvor, células, e outros estão sendo formados. Muitos jovens estão vindo, sendo a maioria franceses, e alguns brasileiros. Também trabalhando filhos de evangélicos que estavam soltos ou perdidos. Estão sendo formados desde a base. Tivemos no ano passado o ano mais difícil e a igreja reagiu muito bem e se uniu como igreja. Quem está, está pra valer. Isto traz refrigério. A escolha é individual. São oito células estabelecidas. O povo ama a visão. Algumas coisas são diferentes. Mas de maneira geral, há um ajuste. As perdas foram mais por profissão do que problemas com a visão. A visão não é negociável, mas flexível. Vamos ao Brasil a cada dois anos. Esta ligação é importante. A igreja está se ligando cada vez mais. Estão aprendendo o português, tem ido ao Brasil, estão aprendendo a acolher pessoas em casa, que é sinal de maturidade. Valorizam a igreja mãe, aprendendo a amar a família maior. Os brasileiros aqui têm aprendido a amar a França. O relacionamento com outros pastores da cidade não é prioridade, mas tem acontecido a cada 40 dias. São todos franceses e tem sido motivo de honra. Há um crescimento neste relacionamento. Financeiramente a igreja assumiu a nossa família e Zulmira totalmente, inclusive a viagem ao Brasil. Por um tempo dependeu de um fundo de reservas. Hoje a igreja assumiu-nos totalmente. O fundo de reservas que ainda temos visa a compra de um novo local.

César e Fátima

Hoje as coisas estão mais estruturadas. A maioria da igreja é formada por grupos latinos. Oito ou nove nações representadas e alguns espanhóis. A realidade da nação em relação a imigrantes é esta. Houve a necessidade de entender cada nação com seus pensamentos e depois mudar para uma visão e entendimento cristão. O braço direito do César se envolveu em pecado e muita coisa veio a luz. Está se submetendo a disciplina. Foi desgastante. Prendeu muito, mas agora está mais liberado. Na época da multiplicação tudo veio à tona. A igreja tem três células de mulheres e uma de juniores. A área de sufoco são as mulheres avantajando em idade e ... O local se tornou pequeno. No domingo tem a freqüência de uns 70 a 80. As pessoas vão passando, mas alguns têm permanecido. Tem umas vinte crianças e só tem uma sala. É alvo de oração para o ano. Os vizinhos se acalmaram, mas não olham na nossa cara. Firmes, tem umas 40 pessoas. O desafio era a área de louvor. Deus tem sido bom. Um espanhol toca o violão e a Natalia está assumindo a área de louvor. Foi uma grande vitória para a igreja. Financeiramente permanece o mesmo, fieis nos dízimos, mas com dificuldades nas ofertas. Tem sido o suficiente para suprir as áreas da igreja. A média de salário dos nossos irmãos é de 700 Euros. Estamos em crise em relação à economia na Espanha, até mesmo em nível de Europa. O sustento ainda vem de Ribeirão Preto. É uma área que vemos a igreja entendendo melhor e temos o projeto de ajudar alguns a irem ao Brasil agora em Julho. Isto é, trabalhar o vínculo com o Brasil. A igreja ainda não tinha este desejo, mas temos trabalhado este desejo. O desafio hoje é de estabelecer melhor as bases da visão. A escola de lideres é um desafio. Os encontros, com o envolvimento dos irmãos de Vila Real, têm ajudado a fazer encontros mais freqüentes. Eventos de colheita nas células têm acontecido. As oportunidades de semear têm acontecido, mas não há uma abertura geral por parte dos espanhóis. Estamos buscando milagres como estratégia para alcançar vidas. No ano passado o Jose Dalmo ajudou a equipe de louvor nos seus primeiros passos e agora Danilo pode estar conosco. A igreja pode assim sentir a paternidade. O Ary também passou por lá. Estão entendendo este melhor princípio.

Passos que podem ser importantes:

  1. A igreja estabelecer uma agencia de informações para as mais diversas nações. Como entrar, por onde entrar e etc. O que fazer: ver ascendência, estudar línguas, oportunidades profissionais e outros.

  2. As bases que já estão estabelecidas, que estamos com os pés nelas, não basta só estar com os pés. A partir destas bases, podermos estar estendendo alem de onde já estamos. Fortalecer as bases é uma prioridade. Não esperar tanto o tempo. Devemos levantar equipes locais, mas também ter apoio para acelerar o processo.

Outros aspectos:

A) Não banalizar o envio das pessoas. A maioria dos cristãos está pronta para ir pelas mais diversas razoes. Temos que tomar cuidado com isto. No entanto, não podemos ser barrados devido a isto. Devemos desmistificar a visão de missoes. Tem um risco em toda situação. Segundo o que a pessoa já andou, ela vai precisar de um milagre para a próxima fase. Trabalhar o chamado na localidade é de suma importância. Ver a fidelidade da pessoa, persistência e outros mais.

B) Novamente tratar da questão de ter um agente. A igreja deve ser este agente de Deus para liberar pra musica, casamento, estudos, e outros mais também podemos ministrar a visão missionária.

C) O presbitério local tem que estar preparado para enviar com todas as questões legais inclusive.

D) Ouvir e ver a necessidade são duas coisas totalmente diferentes. Ver a necessidade nos muda, pois vemos os desafios.

E) Estamos sendo desafiados a fazer mais. Esta é a tensão enviar, mas fazê-lo de maneira certa. Como investir de uma maneira a não descobrir a base ou a igreja mãe.

F) Temos que pensar em enviar pessoas que já estejam mais formadas. Assim evitaremos problemas no campo. Vamos enviar pessoas que já foram provadas. Na obra missionária tem lugar para João Marcos e Timóteo. A questão é a preparação que deve ser feito ainda na localidade para que uma vez que seja enviada, ela possa dar seqüência.

G) Temos que ter mais pragmatismo. A igreja brasileira ainda não move muito nisto. Temos situações que são urgentes. Como proceder? Temos que pegar pessoas que estão no meio do caminho, que já estão sendo trabalhadas. Deus não nos enrola. Deus vai nos encaminhar pra onde temos que ir. Não podemos ficar a toa. Muitas vezes uma crise é gerada e assim Deus fala conosco.

H) Como temos autoridade sobre pessoas podemos dizer sim ou não e damos direção. Da mesma forma que no casamento. Portanto apostolicamente isso deve ocorrer.

I) Temos que colocar a necessidade do campo para o povo. Temos que fazer a semeadura. Temos que mexer. A comunicação do missionário com a igreja, não só com a igreja, por parte do missionário é muito importante. Temos que usar os recursos que temos na área tecnológica também.

J) A igreja é quem gera igreja a decisão vem com a bênção e aprovação do presbitério.

K) Outro aspecto a ser levantado é o aspecto financeiro. Menos de um Real por pessoa é ofertado em missoes no Brasil. Nos EUA mais dinheiro era gasto em chiclete do que em missoes. Temos limites e tem pessoas que sacrificam ate demais. Não creio que finanças é o problema. Repartimos o bolo. A fatia fica menor, mas depois cresce. A visão nos leva a avançar. Os outros aspectos vêm em seguida. O exemplo de Bo e Sissy que já estão no campo e poderiam ser usados. Têm línguas, contato, igreja forte para apoiar, contatos e etc, mas não os usamos.

L) Fomentar o vinculo das obras que nascem com a igreja mãe. Fomentar dos sois lados e manter este link e vinculo, onde todos saem ganhando. Sentimos-nos assim parte de algo maior. Trabalho de ambas as partes tem que acontecer.

M) Parcerias. Uma grande questão em missões. Marcelo na Índia foi um caso. Não vamos levantar a nossa igreja na Índia. Ele está servindo a outro ministério. Marcelo esta formando discípulos. É uma visão de reino neste caso. Temos as frustrações nas parcerias desde Ide as Nações e na Espanha também. Não tem uma resposta e temos que depender de Deus.

N) Uma coisa pratica a ser feito, num custo bem baixo, Paulo Rubem tem contatos numa igreja no nordeste, Sebastião uma igreja na Bolívia. Poderíamos levar, sem problemas de visto, turmas para um projeto de 10 dias. Temos que envolver nossos jovens. Os olhos assim serão abertos. Ai, uma visita na França, Inglaterra, etc. Precisamos que nossos pastores de jovens comecem a organizar tais viagens. Isto é de suma importância. Questão de línguas também tem que ser feito nas igrejas locais. Tudo é lucro. A pessoa começa a se liberar, investir e tudo mais.

O) Pés Formosos facilitar informações como agente. Receber dos campos missionários e repassar para as localidades. Como conseguir vistos, estudante, cidadania,... Os missionários podem ver diretamente no campo. Ajuda a pessoa a começar a se mover. Repassar informações quanto a dever e direitos no país. O papel da igreja, mais a nível local, é de ajudar a pessoa a romper com os dados recebidos e com as pessoas que já estão na base.

P) Contatos com ministérios apostólicos: paises como a Índia, e paises da áfrica investir em parcerias. Ex: komonapalli na índia que tem mais de 1000 igrejas. Por 50 dólares você sustenta um casal de missionários indianos, tendo relacionamento com ministérios apostólicos de confiança. Ex: trabalho com as meninas no Nepal.
   
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