ENQUANTO O HOLOCAUSTO É RELEMBRADO, O ANTI-SEMITISMO ATINGE PICOS
O Anti-Semitismo se recusa a morrer. Ao comemorarmos o Holocausto, o ódio a Judeus alcança níveis perigosos na Europa. Se a Europa continuar a ignorar este fenômeno, isto será para seu próprio perigo.
Ontem foi o Dia Internacional da Comemoração do Holocausto, e o evento instituído pela ONU foi comemorado em muitas nações ao redor do mundo. Alguns dos países que viram sua população Judaica ser aniquilada 65 anos atrás receberam altos funcionários Israelenses que participaram das cerimônias de comemoração. O Primeiro-Ministro Netanyahu visitou a Polônia e o campo de extermínio de Auschwitz; o Presidente Perez falou ao Parlamento Alemão em Bonn, o Ministro de Relações Exteriores Lieberman foi a Budapeste (Hungria) e seu vice, Danny Ayalon, para Bratislava (Eslováquia).
Enquanto isso, uma reportagem apresentada pelo Presidente da Agência Judaica (Jewish Agency), Natan Sharansky, revelou que o anti-Semitismo alcançou seu nível mais alto desde a II Guerra Mundial. O número de ataques, assim como sua severidade, se intensificou. Além disso, tem acontecido uma campanha de incidentes anti-Semitas na mídia, sendo que o último foi a acusação de Judeus traficando órgãos em conexão com a catástrofe no Haiti.
Em um discurso segunda-feira no Yad Va-Shem, o museu do Holocausto em Jerusalém, Netanyahu falou sobre o aumento do anti-Semitismo: “Há um novo ódio a Judeus em nosso meio. Há novos chamados para a exterminação do estado Judaico... [A comunidade internacional] é testada hoje se vai enfrentar a verdade, a evidencia do mal, e o plano do assassinato em massa.” Enquanto atrelava a exposição do museu à realidade atual, o Primeiro-Ministro acrescentou sucintamente: “Há mal no mundo; se ele não é barrado, se expande.”